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"Carta aos Militantes" |
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Companheiros e Companheiras, Resolvi escrever esta carta a vocês. Para você , militante das causas populares. Você que com o sol e chuva de panfletos na mão defende o que vai no coração. A bandeira é a da emoção, é da razão. Quanto mais me debruço sobre a sua história, militante, Heróico, que está sempre á frente do seu tempo, Mais o respeito. Você tem um sorriso fácil, o olhar de esperança, de mudança, do sonho. Nos momentos mais difíceis de nossas caminhadas, demonstra sempre a garra e a sensibilidade dos grandes líderes. Militante você é um anônimo, Mas sem você , que seria de Che Guevara, De Gandhi, de Zumbi ou de Mandela ? O Militante pulsa o coração do povo. É eterno, é sábio e é generoso. É um guerreiro, é um valente. Eu poderia ficar horas falando de você, que luta contra os preconceitos, defendendo, com a força de um gladiador ou de um grande pensador, os idosos, os negros, os índios, os deficientes, as mulheres, as crianças, o desempregados, os assalariados , os sem teto , os desgarrados, os condenados. Parabéns a você militante, por tudo o que representa, Pela causa que defende. Em tempo de guerra ou de paz, o seu amor pelo povo nos embriaga com a energia carinhosa que paira no ar. Um dia, quando o tempo passar e a gente lembrar do que foi a nossa história, nunca esqueceremos as derrotas, mas também os dias de glória. Será muito bom poder dizer: " Eu fui um Militante ! Eu estive lá um Militante ! Eu estive lá ! Na trincheira do bem ! Eu acreditei em homens e mulheres, Nesta longa caminhada de nossas vidas, Na construção de um mundo melhor, uma nova nação ". Lembrei-me das caminhadas de mãos dadas, eram filhos, eram pais, eram mães,eram todos irmãos e assim a passeata terminavam na praça, ao som do violão, fazendo da paz uma canção. Continuarei sonhando e lutando para provar que um mundo novo é possível. Um mundo de paz, igualdade, liberdade e justiça. Um mundo onde a primavera seja lembrada como a mais bela das estações. A estação das flores,dos amores, das canções, do tempo da militância rebelde e das doces ilusões Paulo Paim. |