PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

 

A Fraternidade se apóia em SETE PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS. Mas não se pode apresentá-los desordenadamente, sem explicação. Eles têm uma ordem lógica. Primeiramente há O ESPÍRITO que anima tudo o que se faz:

 

ESPÍRITO:

1. Fraternidade fundamenta-se no Espírito da Fraternidade Evangélica.

Esse espírito deve ser vivido na prática. É por isso que o Princípio seguinte diz a QUEM a fraternidade se dirige.

 

A QUEM?

2. A Fraternidade se dirige a todos os Doentes e Deficientes, sem discriminação alguma.

 

COMO? Ela indica como atua:

3. A Fraternidade cria laços pessoais e comunitários entre Doentes e Deficientes, sem discriminação alguma.

 

PARA QUE? A Fraternidade expressa SEUS OBJETIVOS:

4. A Fraternidade desenvolve integralmente os Doentes e Deficientes.

5. A Fraternidade ajuda o Doente e Deficiente a se integrar em seu meio.

A Fraternidade possui um Espírito – ela não pode propagar-se e manter-se senão com um mínimo de estrutura. À essa alma, é necessário dar UM CORPO. Portanto:

 

AINIMAÇÃO:

6. A Fraternidade tem vida através das Equipes de Fraternistas Responsáveis: doentes e deficientes.

7. A Fraternidade recebe a animação espiritual, principalmente dos Conselheiros (as), que participam ativamente na VIDA DAS EQUIPES.

 

Nota: Baseado no livreto “Levanta-te e Anda” de Henri François (1983).

 

“A Fraternidade nunca diz: não há mais nada a fazer... pois ela acredita que sempre existe alguma coisa a ser feita por cada pessoa... ela tira o doente e ou deficiente de seu isolamento e inatividade, capacitando-o para participar de tudo o que existe para sua promoção pessoal”. (Levanta-te e Anda – Pe. François)

 

DADOS BIOGRÁFICOS DO FUNDADOR

 

Fundador Henri François, nasceu em Verdun, Franca, em 8 de maio de 1897. Sua principal tarefa, na infância, era “estar doente”. Ao ingressar no Seminário, tinha uma hora de aula pela manhã e uma pela tarde, o resto do tempo – cama, curtindo uma doença incurável – tuberculose – acrescida de cardiopatia.

Em 19/06/1922 e ordenado Padre em triste estado de saúde, momento em que experimentou: isolamento, solidão, marginalização mesmo por parte da Igreja, pois que o devolveram à família para que o cuidasse, pensando no seu fim, experimentou o sentimento de inutilidade.

Disse o Bispo: “Vou ordená-lo Padre, para que possa celebrar umas Missas antes de morrer”.

Recuperando um pouco a saúde junto à sua família, apresentou-se ao Vigário e colocou-se a serviço, e o Vigário perguntou-lhe: “O que poderás fazer?... VÁ VISITAR DOENTES!” – Tal foi o início do caminho da Providência. Foi pela doença e visita aos doentes que François lançou a semente da Fraternidade.

Não morreu; sua saúde melhora..., e intensifica as visitas aos doentes e pessoas com deficiências, conseqüência da grande guerra.

“Sou da opinião de que esta experiência me preparava para a Fraternidade”, diz François. Capelão de um hospital e impedido de visitar os doentes, convoca três pessoas com deficiência por ele visitados, para que o substituíssem nas visitas.

Em 6 de julho de 1942, acontece a primeira reunião, no hospital, com três limitadas físicas. Seguiram-se outras reuniões, sempre com mais participantes, até o Retiro de 13 à 17 de junho de 1945. No último dia deste eram mais de 100 pessoas, com a participação de muitos voluntários (colaboradores).

Pelo que de fantástico, em termos de VIDA lá aconteceu, por unanimidade decidiriam se encontrar novamente, e estava FUNDADA A FRATERNIDADE, movimento de evangelização de “leigo para leigo”.

O movimento se espalhou rapidamente.

François passou a dedicar a vida, com extraordinária bondade e disponibilidade à FCD, sendo seus prediletos, os mais pobres. Aos 89 anos, usava uma cadeira de rodas para se movimentar, ficando muito tempo acamado. Faleceu em 3 de fevereiro de 1986, sem se queixar, sem se amargurar pela dependência em uma cama e com fortes dores gástricas. Foi de uma vida interior profunda – “Homem naturalmente sobrenatural”.

A última frase de François foi: “EU ME ALEGRO EM DEIXAR ESTE MUNDO, COM A CERTEZA DE DEIXAR ATRÁS DE MIM, A FRATERNIDADE, MOVIMENTO DE EVANGELIZAÇÃO”.

 

 

 

Primeira reunião 1945

 

UM POUCO DE HISTÓRIA

 

A FCD – Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência é um movimento internacional e ecumênico de Apostolado Leigo, de natureza promocional, no qual os próprios doentes e deficientes assumem sua direção e se encarregam de sua difusão.

Surgiu na década de 40, na França, por inspiração e dedicação de Monsenhor Henri François, como resposta concreta à situação de vida dos doentes e deficientes existentes, que se encontravam marginalizados da sociedade, quer como mutilados de guerra, quer como vítimas de pestes, epidemias e outros males.

Chegou ao Brasil em 1972, através de um seminarista Vicente Masip jesuíta, iniciando um primeiro núcleo em São Leopoldo (RS), espalhando-se rapidamente por outras regiões do Estado e por outros Estados da Federação.

Envolve em sua atividade evangelizadora pessoas doentes e/ou com deficiência, colaboradores, membros de congregações religiosas, clero diocesano, pastores de igrejas, irmãs e agentes pastorais.

Plenamente consciente da marginalização dos doentes e/ou pessoas com deficiência, dentro de uma sociedade com acentuadas injustiças e discriminações, afirma seu espírito de serviço juntamente com este grupo de pessoas, fundamentando seu trabalho na Fraternidade Evangélica, dirigindo-se a todos indistintamente.

Em 1983, durante a V Assembléia Nacional, realizada no Rio de Janeiro, percebeu-se que era necessário “mais vida e menos estrutura” para que o movimento pudesse ter o dinamismo e o comprometimento desejado.

Dessa forma, neste e no ano seguinte, foram estudados, por todos os núcleos e regionais do Brasil, os princípios fundamentais da FCD. Com esse material foi elaborado um primeiro esboço de documento, cuja redação não satisfazia os objetivos de expressar com clareza a situação vivida pela FCD no País.

Na VI Assembléia Nacional de Minas Gerais, em 1985, decidiu-se aprofundar mais a situação, retornando o material elaborado aos núcleos para se trabalhar sobre o mesmo, e procurando envolver nesse processo, algum teólogo, dentro de uma linha mais libertadora.

Isso começou no Comitê Nacional de 1986, que contou com a participação de Frei Carlos Mesters. Imediatamente após, um grupo tornou a reunir-se com Frei Carlos, durante um fim de semana, elaborando-se uma estratégia para concluir a redação do documento para ser discutido e aprovado na VII Assembléia Nacional.

Dessa forma, uma nova redação foi elaborada, retornando-se às bases em quatro Encontros Inter-regionais que foram realizados em 1987.

Desses encontros surgiu uma nova redação executada pela Equipe do Rio Grande do Sul e após algumas complementações e simplificações executadas pela Equipe Nacional, foi o texto proposto a discussão, debate e aprovação na VII Assembléia Nacional realizada em fevereiro de 1988 em Cuiabá (MT). Nessa Assembléia, o texto foi subdividido em partes e distribuído aos grupos, que leram, refletiram, suprimiram, acrescentaram e debateram todos os tópicos do documento, votando-se item por item, tendo como resultado o Documento Base da FCD.

Foram mais de cinco anos de aprofundamento, debates, discussões e muito trabalho, envolvendo todos os membros da FCD, desde o mais longínquo dos núcleos até o mais respeitável dos participantes. Foi um Documento elaborado a mil mãos, democraticamente, procurando expressar a vida da fraternidade e a missão da FCD neste momento da história – 1ª Edição.

Na X Assembléia Nacional, 1997 em Santa Catarina, decidiu-se pela mudança do V capítulo do Documento Base, após consulta as bases – 2ª Edição.

Na Bahia em 1998, em Assembléia Extraordinária, após consulta as bases redigiu-se e aprovou-se o texto destas mudanças; que passa a constar neste Documento Base – 3ª Edição.

Na XIII Assembléia Nacional em março de 2006, em Jundiaí/SP, colhidas as sugestões dos três comitês interestaduais, a Assembléia discutiu e aprovou mudanças no V Capítulo, do DB – 4ª edição.

 

I – DEUS E O POVO NOS CHAMAM

 

Caixa de texto: O chamado de Deus na Bíblia

1 – A Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência (FCD) – Movimento leigo ecumênico de doentes e/ou pessoas com deficiência – sente-se chamada a servir ao Reino de Deus, identificada com a missão evangelizadora que Cristo anunciou: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a boa notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos, e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor” (Lc 4, 18-19). A partir desta perspectiva evangelizadora, a FCD se solidariza com todos os marginalizados e excluídos da sociedade.

 

Caixa de texto: O chamado do povo

2 – A FCD, como a Igreja, faz parte do Povo de Deus peregrino na história, e quer ser luz, sal e fermento no mundo. Como parte do povo, vai tomando consciência cada vez mais clara da sua dimensão profética, isto é, o desafio de ter uma visão da pessoa humana, recuperando seus valores fundamentais: amor à vida, gratuidade de relacionamento, partilha de bens entre pessoas doentes, deficientes e não doentes e não deficientes; acolhida da pessoa por ser gente e não pela sua produção ou lucro; superação da discriminação, ultrapassando o egoísmo. Anuncia, assim, o Senhor e o seu Reino, e denúncia tudo que maltrata o ser humano, imagem e semelhança de Deus.

 

Caixa de texto: O chamado da FCD

3 – A FCD, animada pelo espírito de gratuidade, organiza-se e toma consciência da missão que lhe cabe: ajudar às pessoas e descobrir-se e amarem-se como elas são a re-situar-se na família; a integrar-se na comunidade e na sociedade, contribuindo para a transformação do atual estado de coisas, em vista de uma nova ordem social, onde o doente, deficiente e todos os marginalizados e excluídos, sejam acolhidos como parceiros na construção de um mundo de irmãos.

 

 

 

Caixa de texto: Dimensão evangélico social do chamado

4 – Para isso, a FCD sabe que sua missão evangelizadora “não seria completa se não levasse em conta as relações que existem entre a mensagem do evangelho e a vida pessoal e social das pessoas; entre o mandamento de amor ao próximo, que sofre e passa necessidade, e as situações concretas de justiça e paz a realizar” (João Paulo II, discurso na favela do Vidigal, 3)

 

 

II – A REALIDADE DURA, VIVIDA HOJE PELA

PESSOA DOENTE E/OU COM DEFICIÊNCIA, NOS DESAFIA

 

Caixa de texto: A ser presença
em um mundo
de injustiças

5 – Consciente da felicidade completa que Deus quer para todos as pessoas, a FCD se reconhece presente no mundo marcado pelas injustiças, pelas desigualdades sociais, e sofre ela mesma nos seus membros a sorte que atinge a todos excluídos, oprimidos e marginalizados. Pessoas doentes e/ou com deficiência são as que sofrem mais agudamente as conseqüências da violência que existe na organização social.

 

Caixa de texto: Desmascarar a ideologia que marginaliza

6 – A sociedade, baseada num sistema sócio-econômico e político discriminatório, no qual a participação nas decisões tornou-se um privilégio restrito a alguns e não um direito a todos, reserva à pessoa doente e/ou com deficiência um comportamento de dependência que termina por marcar o ânimo de quem já tem o corpo limitado. Marcado, muitas vezes, pelo fatalismo, especialmente religioso (exemplo: “Deus quis assim”) é exigido dele a submissão, como se sua deficiência fosse a materialização de seu pecado, de sua condição moral, de um castigo ou prêmio divino (cf. Lucas, 13, 1-5). Tudo isso acaba por encobrir, mascarar ou tentar justificar o preconceito social que espalha a opressão e a ordem injusta, que causa e provoca doenças e deficiências. “Uma civilização é julgada pelo tratamento que dispensa às minorias” (Gandhi).

 

Caixa de texto: Apontar os
males geradores
de deficiências

7 – O sistema econômico-social e político é o grande responsável pelo aumento das doenças e deficiências: a fome que gera o nanismo; as irreversíveis lesões cerebrais; a medicação e as cirurgias inescrupulosas; os abortos; a desinformação sobre prevenção; o precário atendimento médico previdenciário e de assistência; a falta de centros de orientação e reabilitação; a capitalização da doença em detrimento dos serviços de higiene e saneamento básico; os acidentes de trabalho e de trânsito; a irresponsabilidade dos serviços de seguranças; as torturas e espancamentos; o álcool; as drogas; assaltos; as brigas e a violência em geral; resultado das frustrações da vida; são co-produtores permanentes de deficiências e moléstias. A estrutura social produz também doentes e limitados físicos pelas violências morais e psíquicas que atentam contra a integridade das pessoas, contra a sua identidade, contra a sua segurança e estabilidade: pelas expulsões da terra, insalubridade, barreiras arquitetônicas, rotatividade da mão-de-obra, tratamento desumano, controle dos sindicatos, violação da consciência, dos valores e da cultura dos mais pobres.

 

Caixa de texto: Denunciar as causas:
• Inversão de valores
• Acúmulo de riquezas
• Manipulação dos meios de comunicação social.

8 – É preciso denunciar:

a)       a causa básica desta situação é a inversão dos valores morais e o pecado do coração humano que se tornam visíveis numa ordem sócio-econômica e política desumana e materialista;

b)       a acumulação do capital e dos meios de produção, concentrados nas mãos de uma minoria, rouba à totalidade dos trabalhadores brasileiros, privando-os dos bens necessários para uma vida digna;

c)        a manipulação da opinião pública e de consciência pelos meios de comunicação social, que estão a serviço da classe dominante e visam manter a atual situação de opressão.

d)       Não se pode justificar uma organização social que enriquece muito a poucos e condena a maioria da população à miséria crescente.

 

Caixa de texto: A mostrar as
Barreiras impostas aos deficientes
9 – A pessoa com deficiência, assim como outros grupos marginalizados, enfrenta barreiras psicológicas sociais, morais e religiosas, bem como barreiras físicas e materiais. As escadas, os obstáculos nas calçadas, a falta de legendas no vídeo, os transportes coletivos, tudo é construído de forma a excluir, na prática, a pessoa limitada física. Nega-se a ela também a participação em setores, funções e instituições sociais, religiosas e políticas, dificultando a sua realização humana e afetiva através do preconceito social e cultural imposto. Deficientes que vencem as barreiras impostas são tidos como exceções, que servem de exemplo para justificar a regra e o preconceito disfarçado.

Caixa de texto: A mostrar como a pessoa com deficiência não é levada a sério no mundo do trabalho

10 – A pessoa com deficiência é considerada e mantida improdutiva não constando sequer nas estatísticas oficiais. Tenta-se negar, na prática, sua existência, destruindo-a por dentro, mutilando sua identidade, seu valor e sua dignidade, ignorando-a e privando-a de reconhecimento. É muitas vezes explorada pela sociedade para fazer campanhas e pedir esmola; é ocupada em redes de sub-empregos tais como: a venda de balas, bilhetes, bijuterias, passadores de drogas etc., negando-lhe uma consciência sobre as justas relações no mundo do trabalho. É também, muitas vezes, usada por entidades inescrupulosas, grupos e partidos, inclusive de pessoas com deficiência, para promoções econômicas ou políticas, onde alguns se prevalecem em benefício próprio.

 

Caixa de texto: A denunciar o uso da pessoa como cobaia

11 – Ainda se deve reconhecer que, muitas vezes, pessoas com deficiência, sobretudo pobres, terminam por servir de cobaias para tratamentos perigosos, de eficácia duvidosa sem a devida consideração por sua humanidade e dignidade. Também, drogas proibidas no 1º mundo são inescrupulosamente comercializadas no 3º mundo, ocultando-se informações sobre a sua indicação e efeitos colaterais.

 

Caixa de texto: Reeducar
a família

12 – A FCD reconhece ser a família um elemento de grande influência na formação da pessoa. Quando ela se coloca, solidária e positivamente, a favor da pessoa humana, as deficiências e limitações quase sempre se superam de modo normal. Mas, devido às influências de diversas mentalidades, de preconceitos e discriminações, a família se torna reprodutora das opressões e repressões. Por sentir vergonha pela deficiência e considerar a pessoa com deficiência como inútil, nega-lhe o direito à alegria, ao prazer, à realização humana e afetiva. A família restringe-lhe o espaço e a mobilidade, tornando-a medrosa, insegura, dependente sem esperanças.

 

Caixa de texto: A criticar a
situação do
homem

13 – Para o homem doente e/ou com deficiência ou idoso, condicionado pelo machismo, se acentuam o preconceito e a dificuldade de realização sexual, afetiva e econômica.

 

Caixa de texto: A criticar a
situação da
mulher

14 – A mulher, numa sociedade machista desinformada, é marginalizada por ser mulher e por ser deficiente. Sofre a pressão da família, a submissão em tudo, a super-proteção; é mão-de-obra barata ou sem remuneração; não tem acesso à capacitação e escolarização, o que dificulta sua entrada no mundo do trabalho. É explorada como objeto sexual e preconceituosamente considerada incapaz de ser mãe ou simplesmente reduzida ao papel da maternidade.

 

Caixa de texto: A criticar a
situação da 
criança
15 – As crianças, sobre tudo nas áreas de carência, sem saneamento básico, sem alimento e sem higiene, é negado o acesso à habilitação e reabilitação. Por preconceito, são privadas de buscar, no devido tempo, meios de desenvolver seu potencial de vida. Por ignorância mantida pela estrutura, se afirma que Deus assim as quer, do jeito que nascemos; que sua deficiência é destino e que nada deve ser feito para a sua promoção ou a superação de seu problema. Sofrem também por serem barradas nas escolas, pela chateação condicionada das outras crianças, pela exclusão sistemática dos jogos infantis, pela falta de lazer...

 

III – A MISÃO QUE DESCOBRIMOS, A LUZ DO EVANGELHO

 

A – O SERVO DE DEUS: RESISTIR E ESPERAR, SOLIDÁRIO COM OS PEQUENOS

 

Caixa de texto: A missão do
servo de Deus

16 – A Fraternidade é dom e serviço de Deus na comunidade. É chamada a ser missionária na Fé, apoiada no amor de Deus e no compromisso com a vida. Assume o desafio de desenvolver na pessoa doente e/ou com deficiência a consciência de ser como o SERVO DE DEUS, de que fala o profeta Isaias (Isaias 42, 1-9; 49, 1-6; 50, 4-9; 52, 13-53; 61, 1-2). Ele é portador de esperanças para todos que afirmam Deus como Pai Libertador. O sofrimento imposto sobre o servo não o impede de viver à fé no Deus da vida e de servir aos irmãos na caminhada de transformação da história. Seu culto a Deus não é passividade, mas compromisso ativo, combativo e afirmador de que a realidade presente está dando lugar a um novo céu e uma nova terra (cf. Is 65, 17). Pois, ele sabe que nada poderá separá-lo do Amor de Deus que se manifesta em Jesus Cristo (cf. Rm. 8, 31-39).

 

Caixa de texto: Solidário com os pobres,
luta por justiça

17 – A FCD sente-se chamada a identificar-se mais plenamente com Cristo Pobre (cf. 2Cor. 8,9) através da “solidariedade com os pequenos e fracos, os que sofrem e choram, os que são humilhados e deixados á margem da vida e da sociedade (cf. Mt 25, 31-46) para ajudá-los a conquistar com maior plenitude a própria dignidade de pessoa humana e de filhos de Deus” (Puebla 1158). Por isso, a FCD se associa concretamente ás suas lutas com a consciência de que “as lutas solidárias dos pobres, longe de representarem os interesses de apenas uma classe social, significam seu serviço humilde, persistente e sofrido a todas as pessoas, em vista de renovação da humanidade e da sociedade, a exemplo do servo de Deus. Tudo isso faz do pobre um portador especial da ação evangelizadora” (CNBB, Doc. 28, nº 41 e  Puebla 1147).

 

Caixa de texto: Assume
cada um
individualmente

18 – A FCD recupera a consciência da história concreta de cada fraternista, suas dúvidas, suas angústias, limitações e temores (cf. Mt 11, 28) sua cidadania, sua esperança, fé e valores de vida,que, resgatados no convívio fraterno, se tornam lugar concreto de revelação de Deus (CF. Jo 4, 7-21 e Rm 8, 28) e renovação do sentido da vida.

 

B – NO MEIO DA DOR E DA DEFICIÊNCIA: EXPERIMENTAR E TESTEMUNHAR A RESSURREIÇÃO E A VIDA

 

Caixa de texto: Novo sentido
do sofrimento

19 – Com o reconhecimento do amor de Deus e dos irmãos, a limitação, a dor e o sofrimento já não são o centro de referência nem válvula de escape para nos omitirmos da missão e compromisso que temos no serviço ao próximo e na organização deste mundo. E, ao mesmo tempo, se torna denúncia viva dos ídolos, injustiças, desrespeitos e tudo o que desmerece a vida.

 

 

Caixa de texto: Cruz, caminho
de ressurreição
e comunhão

20 – Por isso, o fraternista descobre em si mesmo a verdade de que não está só e que é chamado a assumir comprometidamente a Missão transformadora. A Cruz, outrora imposição e expressão de morte, no sentido evangélico da liberdade e na vitória do amor, se torna vida e abre o ser humano para a comunhão, o serviço e a solidariedade (cf. Fl 3, 10-11).

 

Caixa de texto: Dever de Criatividade21 – O Fraternista, ao assumir as suas limitações, sente a necessidade de encontrar novas possibilidades de vida; de ter criatividade e participação; de ser criativo no serviço aos que sofrem. O desafio é dar, com liberdade, novo sentido e objetivo à própria vida, enriquecida agora pela experiência da Cruz (cf. CI 1, 23-24). A limitação, que antes era só Cruz, agora apresenta novas perspectivas de sentido e de esperança (cf. FI 2, 5-11; 2Cor 4, 10-12). Isso não ocorre apenas pelo esforço pessoal, e sim, pela convivência fraterna e pela cooperação da graça do Senhor; que vem em socorro da nossa fraqueza (cf. 2Cor 12, 9-10).

 

Caixa de texto: Doença e
Deficiência não
são prêmio nem
Castigo

22 – A FCD testemunha e anuncia que a doença e a deficiência não são prêmio nem castigo de Deus, mas limitação da natureza descuidada pelos homens; e que, assumidos com amor e sabedoria, trazem rica experiência ao coração humano, proclama a grandeza de Deus (cf. Jo, 9, 1-3), e revelam a importância da luta verdadeira pela saúde e pela vida, no meio de um mundo que se apóia só em aparências (cf. Lc. 13, 1-5).

 

C – OPTAR PELOS POBRES, QUERER O BEM DE TODOS

 

Caixa de texto: Sentido da
opção pelos
pobres

23 – A grande característica da FCD é que se dirige e busca a todos; não exclui ninguém; fala a partir dos pobres e marginalizados, como fez Jesus (cf. Lc 4, 17-19; Mt 5, 3-10). Deus, escolhendo e tomando o partido dos pobres, se revela universal, pois assume aqueles que foram postos à margem da vida, e a partir deles, chama todos à conversão e à justiça (cf. Mt 11, 25-26).

 

Caixa de texto: Na sociedade
desigual, amar e
servir a todos de
modo igual é injusto

24 – A Fraternidade sabe que, numa sociedade desigual, amar a todos na mesma medida e do mesmo modo é injusto, em relação aos pobres que estão numa situação de grave carência e de maior necessidade. Pois, o amor não é algo teórico, mas concreto; é serviço gratuito àquele que em nada é servido (cf Tg 2, 1-9). “Por isso, serei para com meu próximo um Cristo, à maneira como Cristo foi comigo, nada fazendo nesta vida além do que perceber ser necessário, proveitoso e salutar para o meu próximo, já que, pela fé, possuo em abundância todos os bens em Cristo” (M. Lutero). A opção pelos pobres é o testemunho mais coerente com o Evangelho e o caminho mais eficaz para a conversão do coração humano ao projeto de Deus e à libertação. Tomar posição na luta contra a morte em favor da vida.

 

D – A LUTA PESSOAL DE CADA UM É A LUTA DE TODOS PELA VIDA

Caixa de texto: Quebra a casca 
de isolamento

25 – A FCD, por isso, fala de maneira particular à pessoa doente e/ou com deficiência, que, sentindo a própria limitação, se fecha nela. Saibam esses nossos irmãos que sua luta pessoal pela saúde e pela vida já é um meio de superação, e está inserida na luta mais universal pela dignidade de toda a pessoa. Isso eleva e humaniza todos os homens e mulheres e convida a cada um para se unir e se engajar na luta de todos por condições mais dignas de vida. O Evangelho e o caminho mais eficaz para a conversão do coração humano ao projeto de Deus e à libertação.

 

 

Caixa de texto: Vida revela
Deus

26 – Aquele, cujo sofrimento o emudeceu, saiba que sua vida é um grito sem voz, mas que Deus ouve (cf. Êx. 22, 23-27). É seu jeito de anunciar a Boa Nova, denunciando a dureza de uma sociedade que se tenta calar e não os leva em conta. Saibam, sobretudo os irmãos deficientes que sua mera presença gratuita, mesmo sem nada produzir ou fazer para venda ou consumo, manifesta o rosto de Deus no mundo, pois a presença de Deus é também uma presença gratuita na vida das pessoas. “Assim como o Pai Celeste nos veio socorrer, gratuitamente, em Cristo, assim também nós devemos auxiliar gratuitamente o nosso próximo com o corpo e através de obras, tornando-se cada qual um Cristo para o outro, afim de que sejamos em tudo alternadamente de Cristo e Cristo, isto é... verdadeiramente Cristãos” (M. Lutero).

 

E – ROMPER O INDIVIDUALISMO DA DOENÇA E/OU DEFICIÊNCIA E VIVER EM COMUNHÃO

 

Caixa de texto: Testemunho de
fraternidade: a vida é mais forte que a morte

27 – A FCD quer ser sobretudo fraternidade. Procura romper com o individualismo, o sofrimento, a angústia e a dependência das pessoas com deficiência e/ou doentes, capacitando-as para a comunhão. A unidade é o modo mais eficiente de anúncio do Deus-Amor (cf. Jo, 17, 21-26) e de denúncia das estruturas de morte. Na história das pessoas com deficiência, a FCD anuncia que a vida é mais forte do que a morte e que, por isso, a pessoa limitada é fonte de testemunho vivo da Ressurreição.

 

F – CRER NA FORÇA DO FRACO, ACOLHÊ-LO NA COMUNHÃO

 

Caixa de texto: A força de Deus
se revela na
fraqueza

28 – Apostamos na força do que é fraco e pobre, segundo o mundo, na certeza e na experiência comprovada de que a promessa de Deus está conosco (cf. 1Cor 1, 26-29), e que seu Reino, que também é nosso, está presente na comunhão e na partilha, exigindo de nós constante conversão para maior compromisso (cf. Atos 2, 42-45; 4, 32-35).

 

Caixa de texto: Reino de Deus,
critério último 
 de julgamento

29 – O Reino, critério fundamental, que julga toda a presente realidade de pecado e injustiça, nos corações e nas estruturas, será projeto de Nova Sociedade construída já parcialmente na terra, antecipando o Reino definitivo, “Reino de Verdade e de Vida, Reino de Fidelidade e de Graça, Reino de Justiça, Amor e de Paz” (Gaudium et Spes, 39). “Nesta caminhada, a FCD está presente e, de modo particular, descobre na organização dos pobres a presença viva, atuante, libertadora do próprio Senhor Jesus” (CNBB Doc. 28, n. 51).

 

Caixa de texto: Comprometer-se com todos os fracos que lutam por seus direitos

30 – Sofrendo a experiência da discriminação na própria carne, a FCD aprendeu a ter sensibilidade para com todos os que são discriminados. Congrega os deficientes físicos, os mentais, os visuais e auditivos, os mudos, os talassêmicos, os hansenianos, os portadores de AIDS, os hemofílicos, os diabéticos, os portadores de esclerose múltipla, os falsiformes, os ostomizados, os portadores de Síndrome de Down, os mastectomizados, os autistas, os renais crônicos, os paraplégicos, os tetraplégicos, os hemiplégicos, os paralíticos, os portadores de paralisia cerebral, os amputados e outros. Por isso, acolhe de maneira fraterna e se une às lutas dos índios, dos negros, dos menores abandonados, das mulheres, dos idosos, dos homossexuais, das prostitutas, dos alcoólatras, dos viciados, das domésticas, dos bóias-frias, dos sem-terra, das lavadeiras, dos favelados, dos migrantes, dos catadores de lixo, dos moradores de porões, das mães solteiras, dos pescadores, dos biscateiros, dos trabalhadores urbanos e rurais; todos, enfim, que afirmam o valor da humanidade e da dignidade da pessoa, às vezes, o único valor que resta aos pobres e pequenos. A FCD os acolhe com consciência cristã e afirma que toda pessoa tem muito a contribuir para o todo e para um mundo novo.

 

G – ALIMENTAR A VIDA E A LUTA NA PALAVRA DE DEUS

 

Caixa de texto: A Bíblia revela
Deus presente
na vida
31 – A Bíblia é a história do povo que, no sofrimento e na luta, procurou ser fiel a seu Deus e é a revelação do mesmo Deus ao seu povo (cf. 1Cor 10, 6-11). Hoje, a história do povo da Bíblia e a revelação total do amor de Deus em Jesus Cristo são as fontes, onde nós buscamos as luzes para iluminar e orientar a nossa vida (cf. Rm 15, 4; 2Tm 3,16). “Aconteceu-me, muitas vezes, de não saber por onde começar. Então abri o Novo Testamento e de sua mensagem recebi a Luz” (Gandhi). No Gênesis, o sofrimento era sinal de pecado e morte; passa em Cristo e no Evangelho, a configurar como um parto que, mesmo na dor, é passagem para nova vida (cf. Lc 24, 25 e Jo 12, 24). Portanto, a limitação e o sofrimento na vida da FCD são também sinais de fecundidade, de identificação e de libertação.

 

Caixa de texto: FCD, parte do
Deus presente
na vida

32 – A FCD sabe que o projeto de Deus na nova Aliança, não é eleição de uma raça, de uma nação, mas é a formação de um Novo Povo, onde Deus se coloca junto a todos os sem vez e sem voz, dos quais a FCD é uma pequena e humilde parcela, e com estes quer fazer história.

 

H – COM JESUS, ORAR AO PAI E ABRIR-SE A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

Caixa de texto: A vida fraterna
é vida de oração

33 – Jesus veio revelar a presença do Deus da Vida (cf. Jo 10,10). A sua maneira de viver traduziu para nós o Pai (cf. Jo 14, 6-11). E ele, ficando entre nós, dá a compreender o grande amor do Pai e nos convida a viver constantemente este amor que chamamos de fraternidade, vida de irmãos (cf. 1Cor 13, 1-8). Assim vivendo, nasce e cresce no meio de nós uma grande alegria, que contagia e atrai a outros para este meio. Esta vida fraterna, filhos deste Pai que é Amor, é compreendida e vivida quando silenciamos para sentir, escutar e meditar sua presença e quando partilhamos profundamente a vida. Esta oração pessoal e comunitária faz descobrir o amor de Deus em nós e nos desafia a testemunhá-la.

 

Caixa de texto: O Espírito nos
convida à conversação

34 – No Espírito do Senhor, a FCD descobre como ela mesma necessita de conversão, mudança e renovação (cf. Jo 14, 26; 16, 8; 16, 13) e ao mesmo tempo, contribui para a libertação de todos, trazendo em si mesmo, a força renovadora desse Espírito que faz permanentemente novas todas as coisas (cf. Ap. 21, 5).

 

Caixa de texto: Convocada por Jesus a serviço do Reino

35 – Portanto, dentro de uma comunidade onde há dons e serviços (cf. 1Cor 2, 4-7), a FCD sabe-se convocada pelo Senhor Jesus a realizar sua missão que lhe é dada para edificação e engrandecimento do Reino. Não renuncia ao desafio de fazer-se profética e organizadamente presente no mundo, contribuindo com uma parcela que lhe é particularmente própria.

 

IV – OBEDIENTES À MISÃO QUE DESCOBRIMOS, DAMOS OS PRIMEIROS PASSOS NA ESPERANÇA.

 

Caixa de texto: A FCD se inspira
na ação de 
Jesus

36 – No tempo do novo testamento, a presença abundante de pessoas doentes e/ou com deficiência era um sinal concreto de que a Aliança das pessoas com Deus estava quebrada. Jesus congrega os doentes, dá-lhes consciência do seu valor e ajuda-os a superar suas limitações. A Aliança era a promessa de igualdade, respeito, vida e liberdade para todos. Por isso, a ação de Jesus é o início de um Novo Tempo, é a renovação da Aliança (cf. Mt 4, 23-24; 9, 35-36), é o despertar do Reino de Deus que a FCD quer ajudar a construir.

 

Caixa de texto: 1º passo:
consciência crítica

37 – Cresce na FCD a consciência sobre a sua missão evangelizadora. A consciência de fazer parte do povo escolhido de Deus, peregrino na história, “resto de Israel”, portador de esperança para todos. A consciência de pertencer a uma comunidade que abraça o projeto de Deus para construir uma sociedade nova, onde os excluídos e marginalizados ganham vez e voz e se tornam sujeitos da história; a consciência progressiva do seu valor, da sua cidadania e, em conseqüência, a tarefa de conscientizar a sociedade que os cerca e de desmascarar a ideologia discriminatória que é imposta. A consciência clara de que a deficiência e a doença não são vontade de Deus. A consciência da realidade social de injustiça e exploração que gera deficiência.

 

Caixa de texto: 2º passo:
partilha
38 – Os fraternistas já começam a partilhar:

a) seus valores, possibilidades e potencialidades adormecidas pelo preconceito e super proteção; b) novo sentido da existência, não mais importa a limitação, mas a vida; não mais importa a deficiência, mas a experiência aprendida; c) a sabedoria de compreender, mais profundamente e melhor, o mundo e a vida de todos os pequenos, fracos e oprimidos; d) solidariedade para com os movimentos e grupos, que lutam pela mesma causa.

 

Caixa de texto: 3º passo:
serviço

39 – O testemunho de serviço é sinal de redenção que se materializa na FCD. A pessoa com deficiência, de atendida, passa a atender; de objeto de atenções especiais, torna-se sujeito ativo de sua história; de alguém fechado sobre si mesmo, torna-se defensor dos interesses da maioria, assumindo um serviço fraterno e transformador.

 

Caixa de texto: 4º passo: visitas40 – Os fraternistas são ponte de ligação, entre as pessoas com deficiência, marginalizadas, escondidas em seus lares, e o mundo. Na visita, o fraternista leva sua experiência, desperta o reconhecimento mútuo e estabelece laços de amizade. Através do estímulo para a libertação, a pessoa com deficiência vai se conscientizando de suas potencialidades e descobre o valor da participação.

 

Caixa de texto: 5º passo:
engajamento

41 – Pela presença nas mobilizações, nos movimentos populares, nos organismos intermediários, nas reivindicações dos seus direitos, na ocupação dos espaços sociais, tem ajudado a denunciar as opressões e a fortalecer a luta e a solidariedade dos oprimidos, contribuindo para a antecipação de um Novo Céu e de uma Nova Terra.

 

Caixa de texto: 6º passo: articulação42 – A FCD, junto com as múltiplas associações, entidades e movimentos de pessoas com deficiência, traz o sinal de esperança, de ser força de representação social que muito ajuda na organização, articulação de doentes e/ou pessoas com deficiência e lhes confere força de pressão absolutamente necessária para suas reivindicações e conquistas.

 

Caixa de texto: 7º passo:
Superação de barreiras

43 – A FCD, pela sua dinâmica, desencadeia um processo que possibilita a superação de barreiras internas e externas (veja item 9) das quais muitas podem e devem ser vencidas pelas próprias pessoas com deficiência. Descobre a partilha, a amizade, o afeto, a sexualidade, o lazer, o esporte, a festa, como dimensões humanizadoras de toda a pessoa.

 

 

Caixa de texto: 8º passo: ecumenismo44 – Na busca de coerência como o Ser Fraterno e sabendo que a doença e a limitação não escolhem pessoas pelo credo, a FCD cultiva com carinho a união Ecumênica que une cristãos entre si, e com não-cristãos de outros credos ou mesmo de nenhum credo, em defesa da vida (cf. Ef 4, 5-6). “Como é bom para quem não crê, ter um amigo que crê” (Pe. François). “A Regra de Ouro consiste em sermos amigos do mundo e considerarmos uma toda família humana. Quem faz distinção entre os fiéis da própria religião e os de outra, deseduca os membros da sua religião e abre caminho para o abandono, à irreligião” – (Gandhi).

 

Caixa de texto: 9º passo: vocação45 – A FCD contribui, sobretudo para despertar o sentido da vocação para a militância e para a mística do doente e ou c/ deficiência, tornando-se pessoa em missão, abrindo portas, antes fechadas e inacessíveis.

 

Caixa de texto: 10º passo:
realização

46 – O direito à realização, descoberta no convívio fraterno da FCD, lhe proporciona um novo modo de ser na sua família e na sociedade; desperta nele o direito de constituir família e lhe confere um espaço de trabalho, emprego, atuação social e política antes desconhecidas. Abrem-se assim, as portas para a criatividade, para novos modos de integração. É a pessoa humana toda que se realiza.

 

 

V – DINÂMICA DE FUNCIONAMENTO DA FCD

 

“Com este espírito e para o desempenho prático, seguimos um mínimo de estrutura, a saber”:

Caixa de texto: Núcleo

47 – O NÚCLEO, como a célula vital da FCD, agrupa pessoas preferencialmente por aproximação geográfica. Dele participam pessoas com deficiência e seus familiares, além de pessoas sem deficiência (conselheiros e colaboradores).

§ 1º – O núcleo será oficialmente constituído quando tiver uma equipe de coordenação eleita em assembléia de núcleo, presidida pela instância imediatamente superior.

§ 2º – A coordenação sub-estadual ou estadual acompanhará o núcleo em formação.

 

Caixa de texto: Coordenação do núcleo48 – O NÚCLEO é coordenado por uma equipe necessariamente eleita em Assembléia, composta de 5 membros: o/a coordenador/a, o/a 1º coordenador/a adjunto, o/a 2º coordenador/a adjunto, o/a conselheiro/a e o/a conselheiro/a adjunto.

§ 1º – O/a coordenador/a e os/as coordenadores/as adjuntos serão obrigatoriamente pessoas com deficiência.

§ 2º – O/a conselheiro/a e o/a conselheiro/a adjunto serão pessoas sem deficiência.

§ 3º – A Assembléia de Núcleo poderá eleger outros membros para completar a equipe (secretário/a e tesoureiro/a). Se, porém, a Assembléia de Núcleo não o fizer, a equipe eleita convocará outros fraternistas para completar a equipe, possibilitando o princípio da co-responsabilidade.

§ 4º – Se as circunstâncias locais não permitirem constituir uma equipe de 5 membros, poderá ser eleita uma equipe composta por 3 membros: coordenador/a, coordenador/a adjunto e conselheiro/a.

 

Caixa de texto: Competência das equipes de
coordenação

49 – Compete às Equipes de Coordenação:

a)       zelar pela fidelidade ao Espírito e aos Princípios Fundamentais do Movimento;

b)       dinamizar, orientar e cuidar do desenvolvimento da FCD;

c)        desenvolver o processo de formação dos fraternistas com base nos princípios da FCD e informá-los dos direitos e deveres de cidadão;

d)       promover e incentivar visitas;

e)        representar publicamente a FCD, seja judicial ou extra-judicialmente;

f)        organizar e coordenar, com espírito democrático e participativo, as atividades da FCD;

g)       cumprir e fazer cumprir as decisões da Assembléia;

h)       promover a integração da FCD com entidades congêneres e com

i)         outros movimentos e lutas populares;

j)         providenciar, em conjunto com os demais fraternistas, fundos para garantir a continuidade das atividades, bem como administrar recursos financeiros, bens móveis e imóveis sob sua jurisdição, sempre em função dos trabalhos da FCD;

k)       cumprir os requisitos jurídicos e civis inerentes à Entidade Jurídica, sob pena de responsabilidade.

 

Caixa de texto: Competência do/a
coordenador/a e
adjunto/a.

50 – Compete ao/à coordenador/a e ao/à coordenador/a adjunto:

a)       coordenar, em espírito de equipe, as atividades da FCD;

b)       incentivar e vivenciar os contatos pessoais, o relacionamento, o interesse e a amizade de uns com os outros a partir do próprio exemplo, promovendo a união de todos;

c)        convocar e coordenar as reuniões da equipe e as assembléias;

d)       manter intercâmbio com outras entidades afins para troca de experiências e enriquecimento mútuo.

 

Caixa de texto: Competência do/a
conselheiro/a e
adjunto/a.

51 – Compete ao/a Conselheiro/a e ao/a Conselheiro/a Adjunto:

a)       viver e garantir o modo de ser e a espiritualidade do Movimento;

b)       possuir formação, vivência evangélica e fraterna, considerando a diversidade religiosa;

c)        ser ponte, isto é, manter freqüente e assídua comunicação com os fraternistas, através de visitas, telefonemas e correspondências;

d)       atuar na coordenação com espírito de equipe;

e)        acompanhar e animar os fraternistas no seu processo de formação.

 

Caixa de texto: Competência do/a
colaborador/a

52 – Compete ao Colaborador/a:

a)       inteirar-se do espírito do Movimento;

b)       participar das atividades segundo as suas possibilidades;

c)        colaborar solidariamente na descoberta e no desenvolvimento das potencialidades de todos os fraternistas;

d)       despertar, pelo seu serviço, o espírito de partilha e de vida comunitária;

e)        ser apoio e incentivo para que as pessoas com deficiência conquistem seu espaço e seus direitos sociais;

f)        trabalhar “com” e não “ pela” pessoa com deficiência.

 

Caixa de texto: Reuniões


53 – As equipes farão reuniões dinâmicas e criativas para refletir, planejar, coordenar, executar, avaliar as atividades e aprofundar o espírito do Movimento.

§ único – As reuniões serão tão freqüentes quanto necessárias e possíveis para o aprofundamento

e o bom andamento dos trabalhos.

 

Caixa de texto: Encontros,
cursos e retiros

54 – Encontros, cursos de formação e retiros, nas diversas instâncias de coordenação, são momentos importantes na caminhada da FCD. Neles há troca de experiências, aprofundamento de temas, capacitação e qualificação de líderes dinamizadores, favorecendo a conscientização, o crescimento e o enriquecimento pessoal e coletivo dos fraternistas, sempre considerando os aspectos teóricos e práticos.

 

 

Caixa de texto: FCD
Sub-Estadual

55 – A FCD Sub-estadual é formada pelo conjunto de núcleos (no mínimo 03) que se situam na circunscrição geográfica de uma mesma região do Estado.

§ 1º – A Coordenação Sub-estadual é constituída por um/a coordenador/a, 1º Coordenador/a Adjunto, 2º Coordenador/a Adjunto, Conselheiro/a e Conselheiro/a Adjunto.

§ 2º – Se, a partir das circunstâncias regionais, não houver possibilidade de constituir uma equipe com 5 fraternistas, poderá ser eleita uma equipe composta de coordenador/a, coordenador/a adjunto e conselheiro/a;

§ 3º – Compete à Equipe Sub-estadual:

a)       cumprir as atribuições constantes das letras “a” até “j” do Art. 49;

b)       dinamizar, articular e acompanhar a vida dos núcleos existentes ou em formação em sua área de atuação.

 

Caixa de texto: FCD
Estadual

56 – A FCD Estadual é formada pelo conjunto das FCDs Sub-estaduais e/ou núcleos (no mínimo 03) que se situam na circunscrição geográfica de um mesmo Estado.

§ 1º – A Coordenação Estadual é constituída por um/a coordenador/a, 1º Coordenador/a Adjunto, 2º Coordenador/a Adjunto, Conselheiro/a e Conselheiro/a Adjunto. Estes/as convocarão outros fraternistas para completar a equipe, possibilitando o princípio da co-responsabilidade.

§ 2º – Cada equipe de coordenação estadual deverá constituir uma comissão de formação, além de outras comissões necessárias para o assessoramento e a viabilização dos programas.

§ 3º – Compete à Equipe Estadual:

a)       cumprir as atribuições constantes das letras “a” até “j” do Art. 49;

b)       dinamizar, articular e acompanhar a vida das Equipes Sub-estaduais e/ou Núcleos existentes ou em formação, dentro de sua área de atuação;

c)        Acolher e encaminhar à Coordenação Nacional o pedido de filiação à Federação quando oficialmente habilitada;

d)       manter atualizada e em dia a documentação da FCD Estadual e tomar as providências civis e jurídicas exigidas em lei.

 

Caixa de texto: FCD
Interestadual

57 – A FCD Interestadual é formada por um conjunto de FCDs Estaduais de uma mesma região geográfica, considerando-se que a FCD brasileira é composta por cinco regiões: Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul.

§ 1º – Cada FCD Interestadual só poderá eleger seu/sua respectivo/a Coordenador/a Interestadual se houver, no mínimo, dois ou mais Estados com FCD em sua região. Enquanto ainda não tiver obtido esse mínimo, será coordenada pela Coordenação Interestadual mais próxima.

§ 2º – A Coordenação Interestadual é composta por um/a Coordenador/a eleito em Assembléia Nacional e pelos Coordenadores dos Estados.

§ 3º – A criação de uma nova FCD Interestadual é de competência exclusiva da Assembléia Nacional.

§ 4º – Em caso de impedimento do/a Coordenador/a Interestadual, a respectiva será coordenada pelo/a Coordenador/a Nacional.

§ 5º – Compete à Equipe de Coordenação Interestadual:

a)       promover e coordenar encontros interestaduais;

b)       presidir o processo eletivo das assembléias estaduais;

c)        visitar os Estados quando for solicitado e/ou quando necessário;

d)       incentivar e promover a expansão da FCD nos Estados que compõem a Interestadual;

e)        fomentar a unidade das coordenações estaduais;

f)        estimular a troca de experiências na FCD Interestadual;

g)       programar e executar as atividades, de forma colegiada, com as coordenações estaduais;

h)       incentivar os contatos pessoais;

i)         mediante a colaboração de seus associados e em consonância com a Equipe Nacional, providenciar fundos, seja através de doações ou promoções, seja através de convênios e projetos, e administrar esses fundos em função dos trabalhos e da continuidade de atividades da FCD.

 

Caixa de texto: FCD
Nacional

58 – A FCD Nacional é formada pelo conjunto das FCDs Interestaduais, Estaduais e do Distrito Federal do País em que há FCD.

§ 1º – A Coordenação Nacional é composta pelo coordenador/a, conselheiro/a, conselheiro/a adjunto, eleitos em assembléia nacional, e pelos/as coordenadores/as interestaduais, eleitos pelos representantes e delegados/as de sua respectiva FCD interestadual presentes na Assembléia Nacional. Estes convocarão outros fraternistas auxiliares para completar a equipe, possibilitando o princípio da co-responsabilidade;

§ 2º – Compete à Equipe de Coordenação Nacional:

a)       cumprir as atribuições constantes das letras “a” até “j” do Art. 49;

b)       dinamizar, articular e acompanhar a vida da FCD nos Estados em que esta estiver oficialmente constituída ou em formação, e assessorar a Equipe de Coordenação Interestadual ou Estadual na organização de encontros em nível nacional;

c)        articular-se com as Equipes Americana e Inter-Continental para manter o princípio da unidade;

d)       editar o veículo de comunicação – Cartas Abertas – da FCD, de circulação nacional, atualizar o site na web e estimular todos os meios de comunicação possíveis;

e)        cumprir e fazer cumprir os requisitos inerentes à Pessoa Jurídica, em todas as instâncias em que estiver constituída.

§ 3º – Em casos de impedimento do/a Coordenador/a Nacional, assumirá um dos coordenadores nacionais adjuntos, por decisão da Equipe Nacional.

 

Caixa de texto: Assembléias

59 – A Assembléia é o órgão máximo e soberano da FCD em todas as instâncias de coordenação, respeitandos seus níveis e competências.

§ 1º – São funções da Assembléia:

a)       incentivar uma sólida formação humana, social, ecumênica e religiosa;

b)       eleger, em todas as instâncias, as equipes de coordenação para um mandato de 03 (três) anos.

c)        delegar encargos às equipes de coordenação;

d)       planejar, avaliar e decidir sobre as atividades da instância;

e)        examinar e aprovar a prestação de contas;

f)        estabelecer calendário de atividades;

g)       levar em consideração os temas/assuntos sugeridos nos comitês preparatórios.

§ 2º – As eleições das coordenações de núcleos e das FCDs sub-estaduais deverão se processar em tempo suficientemente anterior à eleição das coordenações estaduais, de forma a garantir que essas equipes possam adquirir o necessário conhecimento de quem representam. As eleições estaduais deverão ser realizadas um ano antes ou um ano após a Assembléia Nacional.

§ 3º Cada fraternista coordenador/a ou conselheiro/a só pode ser reeleito/a uma vez para a mesma função, tendo, porém, a possibilidade de ser eleito para uma função mais ampla; além disso, não pode retornar para funções já exercidas de forma subseqüente. (Ocupar novamente o cargo de adjunto na mesma equipe).

§ 4º – Compete à Assembléia Nacional:

a)       reconhecer oficialmente a organização da Fraternidade em novos Estados, bem como a filiação destes à Federação;

b)       traçar normas para publicação do órgão de comunicação da FCD no Brasil;

c)        traçar as linhas de atuação e de unidade no país;

d)       traçar e incentivar diretrizes de formação.

§ 5º Compõem as assembléias:

a) DE NÚCLEO – todos os fraternistas, conforme o estatuto da FCD na respectiva instância.

b) ESTADUAL E SUB-ESTADUAL – a equipe de coordenação destas instâncias decidirá quanto ao número de componentes, com base na realidade local, salvaguardando, ao máximo, o princípio de representatividade.

c) NACIONAL – a Equipe Nacional, mais cinco representantes de cada Estado assim constituídos: coordenador/a e conselheiro/a, 2 delegados/as eleitos/as em Assembléia Estadual e um/a fraternista da Comissão de Formação.

§ 6º – A Assembléia, em cada nível, elegerá também os suplentes para a Assembléia de nível imediatamente superior;

§ 7º– Fica a critério das equipes de coordenação de cada instância, convidar pessoas para participarem da respectiva Assembléia, com direito a voz.

§ 8º – A equipe de coordenação, em todos os níveis, poderá apresentar seu respectivo regimento interno para aprovação da assembléia.

§ 9º – Das votações:

a)       Cada eleitor/a só terá direito a um voto, não podendo acumular nem votar por procuração.

b)       As eleições de pessoas serão feitas por voto secreto e sempre por maioria absoluta.

c)        As eleições serão presididas pelo/a coordenador/a ou representante de instância mais ampla.

d)       Só terão direito a participar das votações os fraternistas da delegação que tiverem participado dos comitês preparatórios.

e)        Os votos dos/as colaboradores/as não poderão ultrapassar a metade do número de pessoas com eficiência componentes da assembléia.

f)        A assembléia, em todos os níveis, decidirá se a votação será por chapa ou por função.

 

Caixa de texto: Comitês

60 – O Comitê Nacional é um órgão de assessoramento à Equipe Nacional, que propicia momentos importantes de partilha e troca de experiências. Será convocado pela Equipe Nacional de acordo com os assuntos a serem tratados, e as reuniões serão tão freqüentes quanto necessárias para o assessoramento à Equipe Nacional.

§ único – Os comitês, nas outras instâncias, são convocados pelas respectivas equipes para os mesmos objetivos.

 

Caixa de texto: Bens
Materiais

61 – A FCD seguirá as seguintes normas gerais:

§ 1 º – A FCD não tem objetivo econômico-financeiro, não sendo sua atribuição construir escolas especiais e oficinas protegidas, nem assumir obras economicamente dispendiosas. Cabe-lhe, no entanto, apoiar e divulgar iniciativas que beneficiem pessoas com deficiência, bem como exigir, nesse sentido, o cumprimento de objetivos assumidos por órgãos públicos e entidades públicas ou privadas.

§ 2º – A manutenção econômica da FCD é feita através de atividades desenvolvidas pelos fraternistas, equipes e colaboradores, doações, promoções e outras iniciativas, tais como projetos que canalizem recursos de órgãos públicos ou privados em todos os níveis: municipal, estadual, nacional e internacional;

§ 3º – Todas as instâncias farão uma contribuição financeira à equipe de instância mais ampla.

§ 4º – Anualmente, cada equipe informará, por escrito, à equipe de instância mais ampla e vice-versa, o desenvolvimento de suas atividades e o movimento financeiro.

§ 5º – Em qualquer promoção financeira será salvaguardada a imagem e dignidade da pessoa com deficiência, o espírito e modo de ser da FCD.

§ 6º – Para suas necessidades jurídico-administrativas, as instâncias da FCD que não tiverem personalidade jurídica poderão solicitar ajuda a entidades locais, com as quais mantêm intercâmbio.

§ 7º – As FCDs registradas civilmente terão, no seu Estatuto e Regimento Interno, orientações pertinentes aos bens materiais.

 

 

 

Caixa de texto: Registro
Civil

62 – A FCD seguirá as seguintes orientações gerais:

§ 1º – A FCD terá registro civil em nível nacional, consubstanciado no CNPJ – Cadastro Nacional. de Pessoa Jurídica.

§ 2º – Em nível estadual, poderá ter registro civil após decisão da Assembléia de sua instância e com estatuto baseado nos modelos já existentes na FCD.

§ 3º – Em nível municipal, poderá ter registro civil após decisão da Assembléia de instância mais ampla.

§ 4º – Em todas as instâncias, antes de terem o registro civil, deve ser observada a existência de sólida formação e boa organização do Movimento dentro do espírito da Fraternidade, observando-se, tanto quanto possível, a nomenclatura do DOCUMENTO BASE.

 

POSICIONAMENTO DA FCD BRASILEIRA

SOBRE O ECUMENISMO

 

 

Nós, da Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência do Brasil, reunidos em Assembléia Nacional, de 19 a 27 de janeiro de 1991, em Jundiaí/SP, com a presença de membros das Igrejas Luteranas, Batista, Católica, Adventista, Presbiteriana e Religião Espírita, aprofundando o tema do Ecumenismo, reafirmamos as convicções do nosso Movimento, e de acordo com os princípios que nos norteiam, a partir do Documento Base, aprovado na Assembléia nacional de 1988, em Cuiabá/Mt, e buscando iluminação na Bíblia (Mt 25, 31-46; Mt 7; 12; Jo 4, 23-24; Jo 13,34-35), afirmamos que:

·     A FCD se dirige a todos os doentes e/ou deficientes, sem qualquer tipo de discriminação.

·     O eixo de sustentação da FCD e a luta contra todo sofrimento a denúncia de suas causas e, na solidariedade, buscar o desenvolvimento integral da pessoa.

·     O reconhecimento de que a luta pessoal de cada um é a luta de todos pela vida.

·     A visita e o contato pessoal são a dinâmica básica na ação do Movimento.

·     O reconhecimento indubitável do valor de cada pessoa independe de sua condição.

·     Toda pessoa é capaz, de colaborar na transformação desse mundo e na construção do reino da Justiça, Igualdade e Fraternidade.

·     A unidade indiscriminada está garantida nos princípios unificadores já presentes no Documento-Base da FCD.

·     No reconhecimento das convicções religiosas de cada pessoa e, sem fazer qualquer tipo de proselitismo, busca autenticidade de cada um na sua própria crença, convidando a todos para nos unirmos no espírito fraterno.

·     Cada crença e filosofia de vida têm sua razão de ser e faz parte da consciência pessoal de cada um, merecendo, por isso, o reconhecimento.

·     No espírito ecumênico, a Fraternidade, não só esta aberta a todos, mas quer ir ao encontro de todos e, no respeito às convicções de cada um, unindo-se na luta pela vida.

Nesta Assembléia, foram decididas diferentes ações concretas a serem levadas a pratica, em cada estado da Federação.

Reafirmando, assim, nossa postura ecumênica como parte de nossa identidade, sentimo-nos solidários com todos os que querem colocar-se a caminho, na construção de uma sociedade justa e fraterna, sinal do reino definitivo.

 

PAI NOSSO - VERSÃO ECUMÊNICA/CONIC

 

Pai Nosso que estais no céu, Santificado seja o teu nome, venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; perdoa-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal,  pois teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.