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AVANÇO
TECNOLÓGICO SOBRE DEFICIÊNCIAS NEUROLÓGICAS |
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Maria
das Dores Costa Orientadores:
1 - Eduardo Bhering;
2 - Vinícius Rosa Cota costamdc@yahoo.com.br;
bhering@unipac.br; vrcota@yahoo.com.br Universidade Presidente Antônio Carlos Faculdade de Tecnologia de Conselheiro Lafaiete – FATEC BR 482 – Gigante: Conselheiro Lafaiete – MG Resumo: Neste artigo será citado algumas patologias
relacionadas ao sistema nervoso central ou periférico, a identificação
de tecnologias em hardware, software e
dispositivos eletrônicos voltados para estes pacientes, e exclusão
social. INTRODUÇÃO
Dados comprovam que só no Brasil, 14,5% da população é
portadora de alguma deficiência neurológica ou não, de acordo com o
Censo de 2000 .[ 1 ] Em
virtude das necessidades de melhoria de vida para estas pessoas,
observa-se que os estudos voltados para a tecnologia com foco na saúde
tende a aumentar.
A dificuldade de entender as funções do cérebro é grande, mas a
cada dia a ciência avança. Desenvolvimento de softwares, novas
tecnologias em hardwares e dispositivos eletrônicos, está sendo estudado
e lançado. O objetivo é a inclusão social das pessoas com deficiência,
levando-as a entrar no mercado de trabalho, facilitando e proporcionando a
independência destes clientes, além da ajuda em tratamentos neurológicos. Segue
organização do artigo: Seção
1: introdução, as doenças neurológicas debilitantes, a exclusão
social, contribuição da informática;
Seção 2: apresentação dos sistemas e softwares e suas
perspectivas;
Seção 3: apresentação de sistemas de hardware, benefícios e
dificuldades de acesso;
Seção 4: conclusão da aplicabilidade dos sistemas; Seção
5: conclusão do artigo. 1.1
– SISTEMA NERVOSO O
sistema nervoso é o que sente, pensa e controla nosso organismo, sendo
formado pelo encéfalo, pela medula espinhal e pelo sistema nervoso periférico. O
encéfalo é o principal, onde são armazenadas as memórias, são
elaborados os pensamentos, gerados as emoções e outras funções do
psiquismo. A
medula espinhal conduz vias nervosas que vão para o cérebro e também
integra coordenação de muitas atividades neurais do subconsciente. O
sistema periférico é formado por rede ramificada de nervos em todo o
corpo, a maior parte são nervos cranianos e os demais nervos espinhais.
[ 2 ] O
artigo não irá apresentar todas as doenças neurológicas debilitantes,
pois não cabe aqui enumerar os diferentes tipos de doenças neurológicas
e/ou motoras (traumáticas ou não) e suas diferentes reações em cada
pessoa. O
estudo é sobre a tecnologia em favor de melhorias para pessoas portadoras
de Parkinson, Alzheimer, Acidente Vascular Cerebral / Encefálico, e a
possibilidade de usar a tecnologia para outros tipos de patologias, com o
objetivo de dar uma maior independência a essas pessoas. 1.2.1
– DOENÇAS DE PARKINSON A
doença de Parkinson (D.P.) e a “síndrome de Parkinson”, descrita
primeiramente por James Parkinson, estão compreendidas em um grupo de
distúrbios caracterizados por tremor e perturbação do movimento voluntário,
da postura e do equilíbrio, que mais acomete os idosos.
É um processo progressivo e ocorre na segunda metade da vida. Algumas
causas da D.P. podem ser identificadas através da Tomografia
Computadorizada e da Ressonância Nuclear Magnética do Encéfalo. A
dopa mina, substância química que existe em alguns pontos do cérebro,
entre eles, regiões envolvidas no controle motor, quando sofre diminuição
causa deficiência da comunicação neural de áreas motoras, gerando
assim uma deficiência motora no paciente.
Sendo ela, o neurotransmissor responsável pela comunicação de um
neurônio para o outro, onde ocorre uma série de reações, quando diminuída
gera a doença de Parkinson. A
prevalência da doença aumenta com a idade, ocorrendo um pico entre os 60
e 70 anos de idade. É
caracterizada por três sinais clínicos muito importantes: lentidão de
movimentos, rigidez muscular, tremor de repouso. 1.2.2
– DOENÇA DE ALZHEIMER A
doença de Alzheimer é a modalidade de demência de maior prevalência na
população em geral. Embora
os distúrbios psiquiátricos e de comportamento sejam muito comuns e
causem transtornos de ordem psicossocial e econômica, há controvérsias
quanto à freqüência e o estágio da gravidade da doença quando do
aparecimento desses sintomas. [
4 ] Desta
forma compromete quase todos os domínios cognitivos, como a memória,
alterações da linguagem, dificuldades em perfazer discriminações
visuais complexas, entre outras. [ 5 ] As
maiores dificuldades que enfrentam os pacientes e seus familiares, é a
administração dos problemas diários como: vestir-se, organizar contas,
entre outros. [ 4 ] Sintomas
da doença: Insônia, depressão, apatia, delírio, ansiedade, agitação. 1.2.3
– ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL / ENCEFÁLICO Acidente
Vascular Cerebral / Encefálico (A.V. C. / E) refere-se a um complexo de
sintomas de deficiência neurológica, durando pelo menos vinte e quatro
horas e resultantes de lesões cerebrais que é provocado por alterações
sangüíneas (Mausner, 1.999). [ 6 ] Este
acontecimento pode ser de forma icitiforme (súbito), devido a fatores de
risco vascular ou por defeito neurológico focal (aneurisma). É
a doença que as pessoas costumam denominar de “derrame”,
“isquemia” ou ainda “trombose cerebral”. A
presença de danos nas funções neurológicas origina de déficit ao nível
das funções motoras, sensoriais, comportamentais, perceptivas e de
linguagem. Os déficits
motores são caracterizados com paralisias completas (hemiplegia) ou
parciais (hemiparesia), que acometem o lado oposto ao da lesão que
ocorreu no cérebro.
É uma doença repentina e pode oscilar entre leves ou graves,
temporários ou permanentes. Abaixo
seguem informações sobre algumas limitações que podem acometer essas
pessoas: ·
Diminuição ou perda súbita
da força e/ou alteração súbita da sensibilidade com sensação de
formigamento na face, no braço ou perna de um lado do corpo; ·
Perda ou alterações da visão
unilateral ou bilateralmente; ·
Alteração aguda da fala,
incluindo dificuldade de articular e expressar ou para compreender a
linguagem; ·
Instabilidade, vertigem súbita
intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos; ·
Tetraplegia. 1.3–
EXCLUSÃO SOCIAL O
preconceito com relação às pessoas portadoras de doenças neurológicas,
vai do ambiente familiar às relações externas.
A exclusão social pode chegar à igreja, instituição que
levantou a primeira bandeira para os excluídos e, no entanto, cancela a
matrícula de catequese de uma criança, por ela ser portadora de doença
neurológica. Observa-se
que os portadores de deficiências não possuem estímulos para saírem de
casa, uma vez que não têm condições de acesso ideal, não tendo também
acesso ao mercado de trabalho que ainda não eliminou as barreiras para a
contratação de pessoas nessas condições, apesar de exigências legais.
Pessoas
como Valquíria Donizetti de Morais (Policial Militar ) de 29 anos,
portadora de A.V.C. / E, provocado pelo stress, anda de cadeira de rodas há
cinco anos, recebe atendimentos de fisioterapia e
fonoaudiologia. Ainda não se recuperou totalmente. [ 7 ] Como
conseqüência, é inevitável perceber muitas vezes a dificuldade de se
locomover com independência, devido aos altos custos do que tem disponível
no mercado, como exemplo adaptações para carros, chegando ao valor de R$
2.000,00, o que é quase impossível para muitos. Percebe-se
um alto custo também no caso de adaptações para o trabalho de um
portador de deficiência no que se diz respeito a hardware, e muitas vezes
não chega a encontrar mercadoria. Como
exemplo tem Ronaldo Correia Júnior
com diferentes limitações físicas e a fala comprometida, através
dos pés se tornou webdesigner usando teclado. [ 8 ]
Conforme depoimento da psicóloga Liliane Lopes Ferreira de Faria
sabe-se que, outras pessoas já conheceram o caso de Ronaldo e várias
entrevistas foram feitas sobre o desenvolvimento dele para o mundo
exterior através da tecnologia. Em
Visita a Bruxelas, na Bélgica, para uma entrevista em um centro de
reabilitação para deficientes, Ronaldo ganhou um teclado com letras um
pouco mais separadas que seria supostamente para facilitá-lo
a teclar com os dedos dos pés. Não
funcionou. Nos dias de hoje ainda não se pensa nisso quando são
fabricados os computadores. [ 9 ] As
tecnologias recentes no mercado, cita a designer, Cristiane Lima Santos,
que as roupas com sensores para tetraplégicos, “permitem que os mesmos
possam se movimentar com comandos do cérebro”. Com certeza isso é bem
útil para fisioterapia, pois o fisioterapeuta, em geral, pede que a
pessoa pense no movimento (comando mental), enquanto ele move o membro da
pessoa [ex.: se quer se reeducar o movimento de abrir e fechar o braço
esquerdo, a pessoa tenta fazer esse movimento (pensando nele, mesmo sem
conseguir) enquanto o fisioterapeuta abre e fecha o braço para a pessoa].
Na
verdade ela amplifica os sinais elétricos emitidos pela pele, durante
movimentação muscular. [ 10 ] O
mercado lança a cada dia novas tecnologias a fim de facilitar e incluir
estes clientes. Observa-se que
apenas 1% da população tem este poder de compra, e grau de independência
suficiente para serem consumidores. Este
número tende a crescer com a pressão da sociedade pela inclusão social
do deficiente e a efetiva fiscalização da lei de cotas.
A lei 8213/91 obriga as empresas que têm a partir de cem
empregados a contratar de 2% a 5% de portadores de deficiência para seus
quadros. A
inclusão social não se faz por concessão, deferência ou favor de
qualquer pessoa ou autoridade. A era da exclusão das chamadas minorias é
coisa ultrapassada. Algumas pessoas ainda não se deram conta disso. [ 11
] 1.4
- A CONTRIBUIÇÃO DA INFORMÁTICA E DOS SISTEMAS A
tecnologia vem facilitar a vida das pessoas, sejam elas deficientes ou não.
Elevadores de ônibus para deficientes motores, identificação de
locais onde há perigos para cegos, softwares que observam o cérebro,
gratuidade de software para usuários, facilidade de uso, hardware de
inclusão de pessoas especiais no mercado, eletrônicos que indicam o
caminho para facilidade e independência a estas pessoas.
2 – SISTEMAS DE SOFTWARE A
disponibilização de software gratuitos através da internet,
desenvolvidos por empresas brasileiras, permitem que estas pessoas superem
algumas barreiras. O
estudo de alguns softwares que se encontram no mercado será apresentado
como alternativas para trabalhos de pessoas portadoras das doenças
citadas. 2.1
– DOSVOX O
DOSVOX “ era assim chamado porque na época só existia a plataforma
DOS, e ele só fazia leitura para linguagem auditiva, de modo que o
deficiente visual interagisse com o computador.
O DOSVOX evoluiu e hoje trabalha em ambiente Windows normalmente.
Só não foi portado ainda para o UNIX, mas isso já está sendo
feito” (Prof. José Antônio
Borges). [ 12 ] Pela
sua versatilidade, o DOSVOX não se limita a ler o que está na tela,
procurando manter um diálogo via interfaces e ferramentas específicas
Parte deste diálogo é feita através de voz humana gravada, facilitando
a interação. De
compatibilidade com maioria dos sintetizadores de voz existentes, ele tem
seis mil usuários no Brasil e na América Latina.
[ 12 ] A
tecnologia DOSVOX, incorpora o acesso às telecomunicações através de
internet. [ 12 ] Desta
forma, percebe-se que a utilização do computador deve ser viabilizada
através de recursos em programas especialmente preparados para suprir a
deficiência visual, com recursos sonoros. 2.2
– MOTRIX Seqüelas
muitas vezes deixadas por doenças neurológicas e até mesmo por
envelhecimento podem muitas vezes comprometer a parte motora do paciente. O
MOTRIX permite que as pessoas
com deficiências motoras
graves, em especial tetraplegia e distrofia muscular, possam ter acesso a
microcomputadores, com a intermediação
da internet, um acesso amplo à escrita, leitura e comunicação. Este sistema
torna viável a execução pelo tetraplégico de quase todas as operações
que são realizadas por pessoas não portadoras de deficiência, mesmo as
que possuem acionamento físico complexo, através de mecanismo
inteligente, em que o computador realiza a parte motora destas tarefas. [
13 ] O
MOTRIX também permite digitação soletrando, onde para diferenciar o som
das letras, ele utiliza o alfabeto fonético de aviação. Alpha
Bravo Charlie Delta Echo Foxtrot Golf Hotel India Ele
foi escolhido, entre as várias alternativas por parecer ter sido provado
ao longo da história como um dos mais efetivos para reconhecimento em
ambientes ruidosos. O
MOTRIX permite também ao deficiente usando a voz, acender a luz, ligar a
TV ou outro eletrodoméstico,
entre outras opções. Neste
caso citado, o sistema foi acoplado a dispositivos externos de domótica
para facilitar em especial a interação do tetraplégico com o ambiente
em sua própria casa. A
idéia de um programa para acionamento do Windows por portadores de deficiências
motoras graves, baseado em reconhecimento de voz, com independência do
software reconhecedor de voz, permitiu que pudessem ser usado acoplado ao
MOTRIX, inclusive sistemas gratuitos de reconhecimento.
2.3
– BrainVoyager Rainer
Goebel, Phd é professor e estuda a psicologia e a informática, onde
desenvolveu modelos artificiais de rede neural para processos visuais.
A pesquisa voltada para o cérebro, estendeu seus interesses e perícia
e imagem a latente humana do cérebro. [ 15 ] O
desenvolvimento e comercialização do software BrainVoyager que contem
ferramentas avançadas de análise e da visualização de uma série de
dados funcionais e estruturais da imagem latente de ressonância magnética,
[ 15 ] permite ao profissional uma visão ampla do cérebro e uma maior
possibilidade de detectar o problema. Este sistema funciona em todas as
principais plataformas do computador, de Linux/Unix, todas as versões de
Windows. [15] A
ferramenta de neuroimagem apresenta diversas características entre elas. ·
Rapidez e otimização na
visualização 2D e 3D; ·
Volume e análise de dados de
estatística; ·
Métodos avançados para
segmentação automática do cérebro, reconstrução de superfície; etc.
[15]. Os
Programas de Demo, não requerem nenhuma licença, podendo ser usados e
distribuídos livremente. Informações
de custos de licenças: PREÇOS
DE CLIENTE - AMÉRICA DE CANADÁ, MÉDIA & SUL até junho 2005 Pacote
de software de BrainVoyager 2000/QX
Firura 1 – www.brainvoyager.com/compras Valor do
euro em 01/07/2005 – R$ 2,81 2.4
– SOFTWARES DE ACESSO A WEB LEITOR DE TELA: é um software que lê o texto que está na tela do
microcomputador e a saída desta informação é através de um
sintetizador de voz ou um display Braille - o leitor de tela
"fala" o texto para o usuário ou dispõe o texto em Braille
através de um dispositivo onde os pontos são salientados/ rebaixados
para permitir a leitura. NAVEGADOR
TEXTUAL: é um navegador baseado em texto, diferente dos navegadores com
interface gráfica onde as imagens são carregadas. O navegador textual
pode ser usado com o leitor de tela por pessoas cegas e também por
pessoas que acessam a internet com conexão lenta. TECLADO
ALTERNATIVO: é um dispositivo de hardware ou software que pode ser usado
por pessoas com deficiência física, que fornece um modo alternativo de
dispor as teclas como, por exemplo, teclado com espaçamentos maiores ou
menores entre as teclas. Podem também possuir travas que permitem a pressão
de uma tecla por vez, teclado na tela ou outras modalidades. 2.5
– PERSPECTIVAS As
limitações que uma pessoa tem, podem trazer obstáculos ao seu
aproveitamento na sociedade. Espera-se
que com os avanços tecnológicos estes obstáculos sejam reduzidos através
de uma educação adaptada à realidade delas através do uso de
equipamentos acoplados a computadores, softwares voltados para a medicina
que auxiliam no estudo do cérebro, programas com adaptação sonora,
hardware e dispositivos eletrônicos de baixo custo. Espera-se
que os avanços tecnológicos não fiquem apenas em capitais, pois o
principal não são compras de computadores, mas sim o material humano, e
o interior dos estados ainda não conseguiram observar esta evolução. 3
-
SISTEMAS DE HARDWARE E ELETRÔNICOS A
tecnologia em hardware e dispositivos eletrônicos ainda não dispõe de
adaptações de computadores de custo acessível para pessoas com
comprometimento da fala. Isto dificulta o trabalho de muitas pessoas, pois
a maioria dos softwares até então apresentados são baseados em síntese
de voz. Pesquisas
desenvolvidas em neurociência voltadas para tecnologias de músculos
artificiais, já começam a chegar no mercado. Controle de robôs pela
mente, onde os pacientes comandariam suas cadeiras de rodas e próteses
usando a força do pensamento também são estudos que benificiariam os
pacientes. [ 16 ] Dispositivos
controlados pela mente precisam de um enorme esforço computacional. Estudos
sobre dispositivos eletrônicos e seus avanços em favor de deficientes
neurológicos também serão apresentados neste capítulo. 3.1 - PRÓTESE
COMANDADA PELO PENSAMENTO A
prótese comandada pelo pensamento desenvolvida por brasileiros tem como
intenção fazer com que braços e outros instrumentos robóticos sejam
movidos apenas pelo pensamento com o objetivo de melhorar a qualidade de
vida de pacientes com paralisia ou membros amputados. [ 17 ] Miguel
Nicolelis é co-diretor do centro de Neuroengenharia e professor de
Neurobiologia, Engenharia Biomédica e Ciências Psicológicas e do Cérebro
na Duke University, nos Estados Unidos, é doutorado em Neurofisiologia
pela USP, trabalhos de Pós-Doutorado na Haneman University nos Estados
Unidos. [ 16 ] De
acordo com o neurocientista brasileiro e um dos vinte
mais importantes da atualidade,
Miguel Nicolelis, com o apoio do Hospital Sírio-Libanês, o
projeto pode viabilizar a primeira cirurgia no mundo para o implante de
uma prótese neural em pessoas com paralisia ou membros amputados em um
prazo médio de três anos. A
técnica foi desenvolvida por ele e sua equipe na Universidade Duke,
Carolina do Norte (EUA), e é uma das mais promissoras e avançadas no
campo. Sinais
elétricos emitidos pelos neurônios, quando uma ação é imaginada, são
captados e transformados por meio de modelos matemáticos em similares
eletrônicos, usados por um braço mecânico para realizar a operação
pensada, mesmo à distância. 3.2 – CONTROLE ATRAVÉS DE BRAÇOS MECÂNICOS “O
estudo revela que o cérebro é tão adaptativo que pode incorporar
ferramentas que são usadas para interagir as suas estruturas com o meio
ambiente como extensões do corpo. Não é só o braço robótico. Pode-se
pensar em outras ferramentas como os carros, que estão tão incorporados
que é como se fossem extensão do nosso corpo”.[ 18 ] Coordenador
do estudo que revelou a capacidade de macacos controlarem um braço
mecânico com a mente, Miguel Nicolelis, afirma que seu trabalho
muda as concepções do cérebro.
[ 18 ] O
estudo revela que a concepção teórica que se tinha do cérebro está
mudando. Ele evolui para
incorporar as ferramentas que estamos utilizando.
A proposta então é que o nosso cérebro incorpore as ferramentas
de extensão do corpo, sendo uma das prioridades fundamentais do cérebro.
[ 18 ] Desta
forma, pode-se usar além do braço robótico, adaptações para carro,
por exemplo, pois de acordo com Miguel Nicolelis o cérebro é adaptativo. 3.3
- ROBÔ VESTÍVEL A
ciência, sempre em prol da humanidade, apresentou para a imprensa no dia
09 de junho de 2005 um “robô-vestível” criado pelos cientistas
japoneses. Ele pode ajudar
trabalhadores a atuarem como formigas, levantando pesos que aparentemente
nunca seriam capazes de suportar, e ajudar pessoas com algum tipo de
incapacidade física, como por exemplo, subir escadas. O
cybertraje, que é movido à bateria e pesa 15 quilos, amplifica os sinais
elétricos emitidos pela pele durante um movimento muscular, utilizando-os
para gerar força. Os criadores garantem que a invenção também pode
ajudar idosos e deficientes físicos a caminhar.
[ 19 ] 3.4
– BRAILENOTE PK Há também, o BrailleNote PK, o menor PDA do mundo, em Braille e reconhecimento de voz para pessoas com deficiência visual. O dispositivo de 17.4 x 9.2 x 3.2cm reúne o que é necessário para fazer anotações, gerenciar compromissos e se comunicar, permitindo interação com o PC e outros equipamentos. Esta
também é uma tecnologia de ponta que pode se comunicar com celulares e
teclado, é um aparelho que pode se conectar ao PC via USB, além de
navegar na internet em alta velocidade a partir de um hotspot. [ 20 ] 3.5
– FERRAMENTA AUXILIA PESSOAS COM TREMORES NAS MÃOS Um adaptador especial que ajuda pessoas com tremores nas mãos a
controlar o mouse do computador mais facilmente foi desenvolvido pela IBM. O aparelho usa uma tecnologia similar à da steady cam, encontrada em
filmadoras de vídeo, para filtrar tremores da mão. Pessoas
com tremores têm dificuldades em desempenhar tarefas simples em
computadores com mouses convencionais por causa do movimento errático do
cursor na tela. [ 21 ] 3.6
– DISPOSITIVOS DE TRADUÇÃO DE PENSAMENTO Está
em desenvolvimento pela empresa norte-americana NeuroSky. Este aparelho lê
a atividade elétrica do cérebro para comandar celulares e computadores
mentalmente, sem precisar tocá-los. O
produto é similar aos que os operadores de telemarketing utilizam. Além
dos pensamentos, os eletrodos do headset capta os movimentos dos olhos
para entender o que o usuário deseja fazer em um determinado momento.
Um processador digital de sinais do cérebro também integra a
invenção. Para
o uso deste equipamento, as pessoas teriam apenas de se acostumar.
Ainda não tem data prevista para lançamento. [ 22 ] Com
estudos feitos por Miguel Nicolelis e John Chapin no laboratório da Duke
University, na cobaia Belle (macaca) observou-se que o cérebro respondeu
a comandos a partir de conectores que ligavam um conjunto de micro fios a
diversas regiões que planejam movimentos e enviam instruções para células
nervosas da espinha, causando reações. No caso citado, a Belle movia um
joystic, com um braço mecânico [ 23 ]. Se
o cérebro de um serviço conseguir com segurança dois robôs diferentes,
apesar dos ruídos nas comunicações quando Belle mandar um comando,
talvez eles conseguissem um dia, um dispositivo mecânico ou mesmo os próprios
membros de uma maneira útil para as pessoas. [ 23 ] O
sistema funcionou em Belle onde houve sincronia com o robô.
Naturalmente a grande questão é a de se poder construir um
sistema prático e confiável.
É possível que neurocientistas consigam regenerar neurônios
lesionados ou programar células-tronco para substituição.
Interface cérebro-máquina, ou neuropróreses são as opções
mais fáceis de realizar e mais viáveis para a restauração das funções
motoras. [ 23 ] 4
– AVALIAÇÃO DOS SISTEMAS Os
sistemas de software, de hardware e eletrônicos apresentados têm real
importância para as os pacientes de Parkinson, Alzheimer, A.V. C / E. Sistemas
de software pesquisados têm o DOSVOX voltado para portadores de deficiência
visual, no caso de pessoas com seqüelas de A.V. C / E. A pessoa tendo a
visão diminuída, utilizando deste recurso nos computadores, entra no
mundo digital com maior facilidade. O
MOTRIX observa-se que através do comando de voz ele responde as solicitações
podendo ser usado também para pessoas com doença de Parkinson, Alzheimer
e com seqüelas de A.V. C / E. É um software brasileiro, gratuito e de fácil
utilização. O BRAINVOYAGER, sistema voltado para estudo do cérebro, destinado a descobrir o funcionamento, levantamento de estatísticas de como o cérebro faz os comandos. Software bastante voltado para ressonância magnética. De alto custo, mas bem preciso na análise sobre cérebro. Os sistemas de hardware e dispositivos eletrônicos apresentados, todos
de grande valia para esses clientes. Muitos
deles ainda em estão em desenvolvimento e prometem revolucionar a vida de
pessoas portadoras de deficiência. O que se observa é que além do alto custo dos equipamentos, os testes
de interfaces cérebro-máquina aperfeiçoados em seres humanos ainda estão
distantes, mas a tecnologia poderá ajudar no futuro pessoas que tenham
perdido um braço a controlar um substituto robótico com a mente ou
ajudar pacientes com lesões na espinha a recuperar o controle de um
membro. [ 23 ] 5
– CONCLUSÃO O
projeto apresentado mostra o quanto ainda temos de conhecer sobre pessoas
portadoras de deficiência. Que
a inclusão social ainda não é uma realidade total e que a falta de
informação nos leva a não participação. Sabe-se
que o número de doenças cerebrais que leva a alguma deficiência é
incontável. Estudos e novidades para estas pessoas estão sendo
apresentados a cada dia, sendo que alguns são totalmente inviáveis
devido ao seu custo, mas que podem facilitar a vida dessas pessoas. No
aspecto tecnológico, hoje é possível observar que a vida de muitas
pessoas tornou-se menos penosa, para si e para sua família, tendo
proporcionado também a inclusão social de
portadores de necessidades especiais.
Isso, graças ao avanço tecnológico em aparelhos de terapias,
hardware, software, uso de aparelhos domésticos entre outros. Todo
e qualquer cidadão tem direito constitucional de locomover-se pela
cidade, usufruir, participar e cooperar no seu desenvolvimento. Parte da
responsabilidade por isto tem origem na utilização
de computadores, internet, telefones celulares, web TB, browsers
alternativos, visando à inclusão digital do indivíduo em situação
especial, sendo este o trabalho que terá que ser aperfeiçoado para
atender estes clientes. A
evolução da ciência é notória, mas ainda existe a questão de
enfrentar a própria natureza e um código de ética-religioso que sempre
está em confronto com a ciência. Quando as cobaias deixam de ser animais
irracionais e passando a ser seres humanos, os questionamentos mudam e um
erro pode levar a perda ou desconsideração de um trabalho. A
ciência se desenvolve rápido, apresenta soluções, mas para um país
emergente como é o caso do Brasil, que na maioria das cidades não tem um
transporte adequado para portadores de deficiência, não tem um estudo
adequado, e uma sociedade hipócrita que discrimina o que não conhece,
temos de ser mais rápidos e mais práticos, porque nossa população também
está envelhecendo. Temos um número considerável de pessoas portadoras
de alguma deficiência e nosso país ainda é pobre, com uma baixa renda
per capta. Temos de ser criativos, econômicos, e através de projetos
sociais apresentar uma solução para tantos problemas que afligem nossa
população. Uma
faculdade que pretende ter um hospital-escola, que tenha cursos voltados
para área de tecnologia e da saúde ainda tem muito a estudar e a
implantar. Quem sabe não é este o caminho para a tecnologia chegar ao
interior, repassando a informação para diferentes lugares. 13
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