LESÃO MEDULAR

 

· MEDULA ESPINHAL

· COLUNA VERTEBRAL

· FUNÇÃO DA MEDULA

· LESÃO MEDULAR

· CONSEQÜÊNCIAS

· NÍVEL DA LESÃO

· LESÃO COMPLETA OU INCOMPLETA

· A RECUPERAÇÃO

· COMPLICAÇÕES MAIS FREQüÊNTES

Medula Espinhal

· A medula é a parte do nosso sistema nervoso central que transporta as informações do cérebro ao resto do corpo e do corpo para o cérebro. É como um sistema de comunicação de rede com dados indo e vindo instantaneamente com informações da sensibilidade, movimento, controle do intestino e da bexiga, etc. Tem a espessura de um dedo, o comprimento da base da cabeça até o cóccix dentro de uma espécie de tubo dentro da coluna vertebral.

Coluna Vertebral

· A coluna vertebral, que protege a medula, é formada por várias vértebras e dividida por um disco que amortece os impactos nas costas.

          É dividida em quatro partes:

· Cervical - região do pescoço.

· Torácica - do pescoço à cintura.

· Lombar - abaixo da cintura.

· Sacral - abaixo da lombar.

Função da Medula

· O corpo mexe por ordem do cérebro sobre a comunicação da medula, assim como as informações da sensibilidade (calor, dor, etc) chegam ao cérebro pela medula.

· A medula é o canal principal da comunicação do cérebro para o corpo.

Lesão Medular

· A lesão medular é causada por traumas, vírus, tumores e Esquistossomose.

· Na maioria das vezes por traumas que rompem ou comprimem a medula, por quebra ou deslocamento da vértebra e também por armas ou projéteis que danificam a medula sem atingir a vértebra.

Conseqüências

· Qualquer machucado na medula pode afetar o movimento e/ou a sensação do corpo além de comprometer o funcionamento de alguns órgãos internos.

· O quanto é afetado depende do nível da lesão e o quanto a medula foi lesada.

Nível da lesão

· O nível da lesão é dado pela numeração das vértebras e nervos e calculado pelo último nível normal, abaixo dele as funções já estão alteradas.

 

LESÃO

· Completa ou Incompleta.

· A lesão é completa quando não existe movimento voluntário e nem sensação abaixo do nível da lesão. E quando ainda se tem algum movimento ou sensação abaixo do nível da lesão ou quando alguns movimentos ou sensações vão retornando aos poucos no longo do tempo é caracterizado como lesão incompleta.

A Recuperação

· Quando há lesão medular o primeiro estado da pessoa é de choque medular que dura semanas ou meses e anula todos os reflexos abaixo do nível de lesão.

· O tempo é a grande resposta da recuperação.

· A reabilitação é necessária e deve ter inicio imediato.

· Os exercícios devem ser orientados ou feitos por fisioterapeutas especializados e com experiência em lesão medular.

· São poucos formados capacitados para lidar com o paciente lesado medular.

· Um hospital de reabilitação que acho ideal é a rede Sarah.

Complicações mais freqüentes

Deformidades

· Ocorrem nos membros ou partes do troco, quando instaladas apenas a correção cirúrgica pode solucionar.

          Fontes causadoras:

· Mal posicionamento.

· Ausência de movimentação articular, ativa oupassiva.

· Edema por imobilização.

· Microhemorragias, provenientes de movimentos bruscos e excessivos.

· Espasticidade.

          Conseqüências:

· Redução da amplitude do movimento.

· Encurtamento e contraturas musculares e/ou articulares.

· Dor ao movimento.

· Edema.

          Locais mais freqüentes:

· Membros inferiores.

· Pé eqüino (pé de bailarina).

· Adução da coxa.

· Flexão do hálux.

· Flexão do quadril e joelho.

Membros superiores

· Flexão dos cotovelos.

· Extenção e supinação do punho.

· Flexão dos dedos.

          Tronco:

· Cifose.

· Escoliose.

          O que fazer:

· A prevenção é o melhor tratamento.

· Posicionamento adequado.

· Exercícios passivos.

· Uso de órteses.

· Tratamento cirúrgico.

DRA – Disreflexia Autonômica

· É uma emergência que requer um tratamento imediato para não resultar em confusão mental, coma e morte, pois pode provocar derrame vascular cerebral.

· Caracteriza-se por hipertensão arterial e um súbito início de dor de cabeça em pacientes com lesão acima do nível T6.

          O que acontece:

· Pressão alta.

· Dor de cabeça latejante.

· Sudorese.

· Formação de placas avermelhadas acima do nível de lesão e obstrução nasal.

· Palidez cutânea abaixo da lesão.

· Visão turva.

· Bradicardia (pulso baixo).

          Fontes causadoras:

· Distensão vesical (bexiga cheia).

· Distensão intestinal (excesso de fezes).

· Escara.

· Irritação da pele, por pequenos estímulos.

· Roupas apertadas.

· Unhas encravadas.

· Fraturas.

· Infecções, inclusive urinária.

· Fatores emocionais.

· Gravidez.

          O que fazer:

· Retirar o fator estimulante, fazer rapidamente um exame para identificar a fonte causadora e então reverter num processo normal sem afobação para não estimular novamente.

OH – Ossificação Heterotópica Neurogênica

· Trata-se de uma calcificação óssea em tecidos celulares que não se ossificam, principalmente no perímetro das articulações do quadril, joelhos, ombros e cotovelos.

· Aparece entre o 1º e o 4º mês sendo raramente após 1 ano de lesão.

· Na detecção ele se aparenta como uma esponja fibrosa e clara na radiografia e depois de solidificado sua constituição é igual a qualquer outro osso.

· Comprometendo na amplitude dos movimentos articulares da área afetada.

· Não ocorre em todos os lesados medular.

          Causa:

· Desconhecida.

          Sintomas:

· Diminuição da amplitude do movimento da articulação.

· Edema.

· Enrijecimento dos tecidos ao redor da articulação.

· Aumento da temperatura da pele na área inflamada.

· Aumento da espasticidade.

          Tratamento:

· Posicionamento correto evitando movimentos.

· Exercícios suaves de completa extensão motora.

· Remoção cirúrgica.

Edema de MMII

· É o excesso de líquido nos tecidos do organismo.

· Diminui a difusão de oxigênio e nutrientes proporcionalmente à distancia que é colocada entre o capilar e a membrana celular.

· Pode ser um problema significativo nos membros.

Sintomas

· Edema mole, indolor e desaparece rapidamente na posição horizontal com os membros elevados.

· Cacifo positivo discreto, aquela depressão na pele após pressão com o dedo.

          Causas:

· Longos períodos com os membros pendentes, por CR ou Leito.

· Imobilização por longo tempo.

· Doença circulatória.

· Depressão do sistema metabólico dos tecidos.

· Presença de um processo inflamatório.

          Conseqüências:

· Fragilidade da pele.

· Cianose nas extremidades (aspecto arroxeado).

          Tratamento:

· Elevar os membros inferiores durante a noite, acima do nível do coração. E periodicamente durante o dia, por 15 minutos 4 a 5 vezes ao dia.

· Uso de meias elásticas compressivas e após avaliação médica, se a causa for estase venosa.

· Exercício diários de extenção para facilitar o retorno venoso.

· Mudança periódica do posicionamento dos membros.

· O não desaparecimento dos sintomas examinar a possibilidade de tromboflebite.

Espasticidade

· Trata-se de uma hipertonia baseada na intensificação das atividades reflexas que utilizam o arco miotático, devido a lesão do neurônio motor superior envolvendo o trato retículo espinhal e o cortiço rubro espinhal.

Fisiopatologia

· É uma manifestação secundária a lesão, devido as alterações causadas na via cortiço-retículo-bulbo-espinhal.

          Freqüentemente encontrada em:

· Paralisia Cerebral

· Acidente Vascular Cerebral.

· Traumatismo crânio cefálico.

· Traumatismo raquimedular.

· Neoplasias.

· Doenças desmielinizantes

          Quadro Clínico:

· Aumento da resistência do músculo em estiramento.

· Diminuição da resistência muscular após um certo grau de estiramento.

· Distribuição desigual no território muscular afetado.

          Vantagens:

· Aumento da espasticidade pode ser uma advertência de dor ou problemas nas regiões sem sensibilidade.

· Ajuda a manter o tônus muscular.

· Mantem a densidade óssea.

· Ajuda a promover a circulação do sangue.

· Em alguns casos é usado para locomoção utilizando seus espasmos extensores para transferir ou caminhar com apoio.

          Desvantagens:

· Interfere nas atividades da vida diária, dificulta transferências, no dormir, caminhar com apoio, sentar.

· Pode causar lesões de pele, escoriações ou traumas.

· Pode causar movimento limitante da articulação.

· Contrai a bexiga, impedindo de tornar-se um reservatório útil.

· Facilita a instalação de deformidades.

          Tratamento:

· Exercício diário de extensão.

· Evitar fatores estimulantes.

· Proteger para não causar lesões.

· Evitar calor ou frio intenso.

· Relaxar a fim de reduzir o nível de stress ou tensão.

· Iniciar com medicação específicas, injeção de medicamentos em músculos e nervos.

· Cirurgia das raízes nervosas ou da medula espinhal.